O gênero Hylophilus é composto por dez espécies com ampla distribuição geográfica. Algumas espécies são endêmicas da região amazônica, como Hylophilus sclateri, Hylophilus brunneiceps, entre outras. São basicamente insetívoras e de comportamento irriquieto.
O vite-vite-de-olho-cinza apresenta a íris cinza, fronte rufa, supercílio brancacento conspícuo, auriculares sem desenho negro e ventre ocráceo.
Encontrado desde o extremo nordeste do Brasil(Piauí, Ceará, Paraíba) até Minas Gerais, o interior de São Paulo e Paraná.
O vite-vite-de-cabeça-marrom vive nas vegetações alagáveis de igapó e campinas de areia branca.
Ocorre nos estados do Amazonas e Roraima.
O vite-vite-de-barriga-amarela mede 12 centímetros.
Comum nas copas de árvores de terras firmes, onde acompanha bandos mistos de seus congêneres.
Ocorre nos estados do Acre, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins.
O vite-vite-camurça mede 11,5 centímetros. Comum nas copas de matas de terra firme, onde anuncia sua presença em meio a um bando misto, pela vocalização constante e característica.
Ocorre nos estados do Amapá, Amazonas, Goiás, Mato Grosso, Pará, Rondônia e Roraima.
O vite-vite-uirapuru mede 11,5 centímetros. Vive no sub-bosque denso e escuro em matas de terra firme e matas secundárias. Sempre aos pares ou em grupos familiares de 3 a 5 membros, por vezes seguindo bandos mistos.
Ocorre nos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins
O vite-vite-de-cabeça-cinza apresenta a cauda, mais longa do que nas aves de mesmo porte daquela família, ajuda a desfazer a confusão. O bico também é pontudo e comprido, cinza com tons mais claros, avermelhados, mesma cor das longas pernas. Entretanto, é o forte contraste do cinza da cabeça e nuca com verde amarelado das costas e peito amarelado que definem melhor essa ave. Barriga esbranquiçada. Asas sem qualquer faixa, ao contrário da maioria dos tiranídeos.
Muito ativo, parece um pula-pula(Basileuterus culicivorus) em seu hábito de procurar por invertebrados na vegetação. Ao contrário desse, pousa na parte externa das árvores, em locais expostos ao sol. Acompanha bandos mistos, desde a copa até arbustos e galhos baixos na borda da vegetação mais densa. Geralmente, está em casais. Como nas outras aves da família, os membros respondem um ao outro. Cantam o ano inteiro, com mais intensidade entre agosto e novembro, quando até nas horas mais quentes do dia estão cantado sem parar. É uma seqüência de 3 ou 4 assobios abafados, levemente acelerados no final. Uma vez aprendido o canto, impressiona como a ave é comum nos ambientes florestados, passando desapercebida por seus hábitos.
Ocorre nos estados do Amapá, Amazonas, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul Pará, Piauí, Rondônia e Roraima.
O verdinho-coroado mede cerca de 12,5 cm de comprimento e pesa 11,8 g. Bico curto e pontiagudo e cauda relativamente longa. É inconfundível pelo boné ferrugíneo e lados da cabeça cinzento-claros com desenho negro.
É comum em florestas úmidas e bordas de florestas, capoeiras e caatingas arbóreas. Vive solitário ou aos pares, freqüentemente participando de bandos mistos de aves. Vive na mata densamente folhada, geralmente nos topos das árvores.
Presente do Piauí, Ceará e Paraíba em direção sudoeste até o Mato Grosso, estendendo-se ao sul até o Rio Grande do Sul.
O vite-vite-do-tepui mede 12 centímetros. Vive em uma altitude entre 600 a 2000 metros.
Típico dos tepuis venezuelanos, no Brasil foi registrado no Cerro Uei tepui e no Cerro Urutani em Roraima e no Pico da Neblina no estado do Amazonas.
O verdinho-da-várzea mede 11 centímetros. Espécie muito vocal, que vive no estrato superior de matas alagadas e ribeirinhas da Amazônia. Acompanha bandos mistos.
Ocorre nos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Piauí, Rondônia, Roraima e Tocantins.
O vite-vite mede 12,5 centímetros. Lembra as cores da fêmea do caneleiro-verde(Pachyramphus viridis).
Vive só e aos pares. Na Amazônia frequenta as copas das bordas de matas secundárias de terra firme e várzea e no Sudeste, preferem as matas ralas, capoeirões, bordas de matas secundárias e parques em cidades, como o Rio de Janeiro.
Ocorre nos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Espírito Santo, Minas Gerais, Pará, Rio de Janeiro, Roraima e São Paulo.